Tecnologia vira aliada da gestão de Facilities

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Internet das coisas, leitores de QR Code, RFID. Tecnologias que estão cada vez mais presentes em diversos setores econômicos conquistam espaço nos hospitais, especialmente na gestão de Facilities. Em entrevista para a Hospitalar, Mauricio Almendro, diretor da unidade de negócios de saúde do Grupo Verzani & Sandrini, falou sobre essa tendência e as perspectivas para o mercado brasileiro.

O Grupo Verzani & Sandrini, referência em prestação de serviços, participou pela primeira vez da Hospitalar neste ano e apresentou diversos recursos voltados para os cuidados na terceirização de Facilities hospitalares, garantindo a qualidade dos serviços e infraestrutura. Além de marcar presença no Facilities Innovation, no Quarto Hospitalar modelo, a empresa esteve também no Facilities Education em debates sobre inovação, segurança na desinfecção de superfícies em instituições de saúde e panorama atual de Facilities management no ambiente hospitalar.

Confira:

HOSPITALAR: Como as novidades apresentadas na Hospitalar contribuem para o desenvolvimento do setor de Facilities?
MAURICIO ALMENDRO: Levamos para a feira dispositivos bastante ligados a RFID (sigla em inglês para Identificação por Rádio Frequência), IoT (sigla em inglês para Internet das Coisas), leitores de QR Code e outros. Essas soluções permitem redução de custos, maior eficiência e outros benefícios. O Grupo se posiciona como um dos maiores no setor de Facilities management para o mercado de saúde. Para isso, contamos com uma equipe que constantemente pesquisa novidades em tecnologias e sistemas que agregam valor ao serviço de Facilities e conseguem trabalhar melhor a produtividade e, consequentemente, a equação custo-benefício.

H: Em quais inovações o Grupo Verzani & Sandrini investe agora?
MA: Estamos fazendo um investimento grande em rastreabilidade, não apenas de equipamentos e máquinas, como também de pessoas. Com o crescimento dos serviços volantes, há bastante demanda para rastreabilidade da movimentação das equipes. Nesse sentido, temos feito experiências interessantes que resultaram no aumento da produtividade da higiene terminal dentro de hospitais. Isso é importante porque, se eu consigo localizar exatamente onde está o colaborador, posso melhorar seu tempo de deslocamento e, inclusive, sua produtividade.

Também estamos investindo bastante em sistemas que facilitem e diminuam o fluxo de papel – como aqueles comprovantes de limpeza de banheiro [uma folha de papel atrás da porta], o checklist de supervisão impresso ou o controle da limpeza de quartos. Queremos que tudo passe a ser mídia digital. Além disso, estamos buscando parcerias com fornecedores de equipamentos que agreguem produtividade – como a Karcher, que tem trazido soluções muito interessantes para os serviços de higiene.

H: Qual a sua avaliação da participação do Grupo tanto no Facilities Innovation quanto no Facilities Education?

MA: O Innovation foi muito positivo para nós, principalmente porque, como somos ainda uma empresa relativamente nova no segmento de saúde, precisamos investir bastante em divulgação e marketing institucional. Lá, tivemos a oportunidade de ter um palco por onde passaram milhares de pessoas que tiveram contato com nosso nome e nossa marca. Recebemos contatos posteriores à feira e manifestações de pessoas que visitaram, acharam interessantes as soluções e queriam mais informações a respeito dos nossos serviços.

O Education também foi bem proveitoso porque, em vez de fazermos uma exposição específica da empresa, convidamos três clientes para compartilharem suas rotinas diárias com os dispositivos e serviços da Verzani. Um falou sobre manutenção, outro sobre segurança patrimonial e o terceiro sobre higiene. Isso despertou a curiosidade nos ouvintes porque são realidades muito parecidas com as que todos vivem em suas respectivas instituições de saúde.

H: Pensando nas atividades relacionadas à Facilities, as quais estão ganhando bastante destaque no meio hospitalar, qual sua expectativa para o setor nos próximos anos?

MA: Felizmente, o segmento hospitalar percebeu que a gestão correta de infraestrutura é fator crítico de sucesso. Até então, o setor hospitalar tratava os vários serviços que compõem o Facilities como um centro de despesa e um problema a resolver. Hoje em dia não. Com a mudança no perfil do administrador hospitalar, da empresa como um todo, as instituições entendem que, além de uma grande oportunidade de redução de custo e desperdício em utilidades em retrabalho em produtividade, o Facilities tem um impacto gigantesco na satisfação do cliente e até no retorno desse cliente.

Para os próximos anos eu vejo cada vez mais o mercado hospitalar apurando os serviços de Facilities, buscando parceiros estratégicos. A tecnologia é inescapável – o parceiro que não estiver alinhado com tecnologia e inovação não sobrevive no mercado. E eu vejo também uma preocupação muito grande com a profissionalização desse serviço e o conceito de que o sucesso vem de uma parceria entre o corpo clínico e assistencial, e áreas administrativa e operacional. Então, não é mais uma batalha entre as áreas, mas uma união entre elas, para que tenhamos sucesso nesse segmento.
H: Qual a importância de investir na Hospitalar?

MA: O grupo tem mais de 50 anos de tradição, chega próximo de 38 mil colaboradores, tem atuação nacional e já é bastante conhecido em diversos segmentos, como o de shopping centers e o automobilístico. Há dois anos, o conselho diretivo percebeu que o segmento de saúde tem grande potencial para a evolução dos serviços de Facilities e é um setor de extrema importância comercial para o crescimento do Grupo no mercado brasileiro – sobretudo porque possui técnicas, especificidades e exigências, principalmente em relação à segurança, que em outros serviços (como de limpeza corporativa) já viraram commodities. Por essas e outras razões, estar na Hospitalar é de grande relevância. Não podemos deixar de marcar presença em todos os anos.

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