Você sabe a diferença entre EPI e EPC? Nós explicamos!

Dentre as principais medidas de segurança do trabalho estão o emprego e a utilização de equipamentos de proteção, tanto individual (EPI) como coletivo (EPC). Mas você sabe qual é a diferença entre EPI e EPC, tão importantes nas iniciativas de prevenção?

Os dois tipos de equipamentos preconizados pelas normas de saúde e segurança do trabalho são, além de obrigatórios, essenciais. Nenhuma empresa pode operar sem eles, embora possam variar de um tipo de atividade para outra. Continue a leitura!

Afinal, qual é a diferença entre EPI e EPC?

O primeiro aspecto a ser considerado é conceitual e se refere às ideias de individual e de coletivo. Assim, o equipamento individual é aquele utilizado por determinada pessoa, enquanto o coletivo quase sempre se incorpora à estrutura do ambiente de trabalho.

Isso significa que cada colaborador faz uso do seu próprio equipamento de proteção individual (EPI). Um exemplo bem comum e corriqueiro é a utilização do protetor auricular ou auditivo para redução da intensidade de ruídos existentes em determinada seção onde se trabalha.

Por sua vez, o equipamento de proteção coletiva (EPC) pode estar instalado no local de trabalho para a segurança de todos, às vezes fazendo parte da infraestrutura do lugar. Assim, um corrimão para evitar a queda em escadas ou um ventilador para promover a circulação do ar atende a todos no local onde estão.

Como resultado, uma diferença significativa entre o EPI e o EPC é que este último, por ser instalado no ambiente de trabalho, não depende da iniciativa ou proatividade do colaborador — seu efeito protetor se faz sobre o ambiente de trabalho como um todo, tornando-o mais seguro para os que ali laboram.

Qual a importância desses equipamentos nas empresas?

No local de trabalho, a adequada higiene ambiental é necessária para todos, assim como a higiene pessoal de cada um. Do mesmo modo, alguns equipamentos são indispensáveis para a proteção comum a todos, além dos equipamentos individuais de cada colaborador.

O aspecto mais relevante e que caracteriza a importância desses equipamentos reside na prevenção contra acidentes ou danos à saúde dos profissionais envolvidos. Dessa forma, o emprego de EPC na empresa e de utilização de EPI pelos trabalhadores estão entre as principais iniciativas de segurança que devem ser tomadas.

No entanto, não basta que um EPC seja instalado nos ambientes onde é necessário ou que o EPI indicado para uma situação seja fornecido para cada trabalhador. É indispensável que todos façam uso adequado dos equipamentos disponibilizados, como nas situações de limpeza industrial.

Nesse sentido, cabe ao empregador fornecer e orientar sobre a utilização correta dos equipamentos. Além disso, é responsabilidade da empresa fiscalizar o efetivo emprego do material fornecido. Por sua vez, cada um necessita fazer o uso correto do seu EPI na atividade que desempenha e que assim o requeira.

Outro aspecto da importância que os equipamentos de segurança individual e coletivo apresentam está na sua obrigatoriedade. Assim, o seu uso é compulsório e não o fazer significa descumprir a legislação, o que pode trazer problemas com a fiscalização, incorrendo em despesas, que podem ser elevadas.

Finalmente, é importante considerar que em muitas situações a utilização do EPI adequado elimina ou reduz a condição de insalubridade antes existente. Com isso, evita-se a necessidade de pagamento do adicional de insalubridade para os colaboradores em condições de trabalho desse tipo.

Ainda deve ser levado em conta que mesmo serviços terceirizados devem ser avaliados e acompanhados quanto ao uso dos equipamentos necessários. Assim, por exemplo, o uso correto do EPI do jardineiro cujos serviços foram contratados deve ser observado pela contratante.

Quais os principais tipos de EPI?

A diversidade de EPI existente é função dos tipos de riscos que cada ambiente de trabalho pode representar ao trabalhador. Nesse sentido, uma boa avaliação das condições e da intensidade de cada parâmetro pode indicar a necessidade de eliminar certos riscos ou de reduzi-los a instâncias aceitáveis.

Por exemplo: a avaliação de determinada atividade apontou riscos de contaminação respiratória pela presença de poeiras no ambiente de trabalho. Como resultado, é indicada a utilização de máscaras apropriadas para a retenção daquelas poeiras, de modo que a saúde seja resguardada.

Uma relação dos principais tipos de EPI utilizados em função da parte do corpo que deve ser protegida nas diversas atividades que apresentem riscos pode ser assim apresentada:

  • cabeça: capacete de segurança, capuz protetor, balaclava etc.;
  • olhos e face: óculos de proteção, máscaras;
  • ouvidos: protetor auricular, abafadores de ruídos;
  • órgãos respiratórios: respirador com filtros específicos;
  • tronco: coletes, aventais;
  • membros superiores: luvas de segurança, braçadeiras;
  • membros inferiores: calçados de segurança, calças específicas, perneiras.

Quais os principais tipos de EPC?

A diversidade de atividades e os riscos por elas gerados definem o EPI mais indicado em cada caso. Do mesmo modo, o EPC mais adequado para atenuar riscos em um ambiente de trabalho tem origem nas condições ambientais existentes e avaliadas.

Por sua vez, esses equipamentos estão explicitamente definidos nas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho: NR 4, NR 10, NR 12 e NR 33. Cada uma delas detalha as diferentes condições e o respectivo equipamento que deve ser empregado.

De todo modo, mesmo sem indicação normativa específica de um equipamento, a avaliação dos riscos ambientais deve buscar solução para qualquer condição adversa que requeira proteção. Entre os principais tipos de EPC utilizados podem ser citados:

  • barreiras de proteção (luminosidade e radiação);
  • cones e fitas sinalizadoras;
  • sinalizadores diversos;
  • cavaletes;
  • grades de contenção;
  • corrimão;
  • piso antiderrapante;
  • antiderrapantes em degraus de escada;
  • sirenes e alarmes sonoros e luminosos;
  • sistemas de ventilação e de exaustão.

Quando utilizar cada um?

Além das indicações das normas regulamentadoras antes referidas, também o Plano de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) indica situações nas quais os riscos podem ser eliminados ou reduzidos. Em princípio, a utilização dos equipamentos de proteção deve ser feita sempre que houver ameaça à saúde ou à segurança.

Como exemplo, podem ser referidos os diversos tipos de manutenção. Em cada situação, poderá haver um risco diferente e, portanto, a utilização do EPI necessário correspondente também será diferente. O mesmo se dá nos casos de limpeza técnica: a utilização de produtos químicos específicos pode definir o EPI.

O EPC necessário a cada ambiente de trabalho deve ser instalado de modo permanente. Assim, por exemplo, uma cobertura de proteção para uma correia em movimento deve permanecer instalada, mesmo com o equipamento desligado.

Por sua vez, um EPI utilizado nesse caso seria o protetor auditivo, que só precisaria ser colocado no ouvido com a máquina ligada, gerando o ruído que se quer reduzir. Sem a existência do motivo (ruído), não há a necessidade de utilizar a proteção.

Ao conhecer melhor a diferença entre EPI e EPC fica mais fácil fazer a gestão de seu emprego geral pela empresa e individualizado pelos colaboradores.

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