Indústria 4.0: tudo o que você precisa saber sobre esta revolução

A indústria passou por algumas revoluções ao longo da sua história. Até mesmo para começar a ter esse nome, o que antes era feito em pequena escala com a ajuda de animais e de forma muito artesanal. De lá para cá, as evoluções não pararam e, neste exato momento, acontecem numa velocidade vertiginosa.

As máquinas estão cada vez mais sofisticadas, os processos mais automatizados, ao mesmo tempo que a indústria tem conseguido entregar produtos mais personalizados. Tudo que temos visto, em se tratando de tecnologia, tem impactado profundamente os diversos setores do mercado. Assim surgiu a Indústria 4.0.

4.0 porque antes dessa tivemos outras três. Neste artigo você vai entender o que é exatamente essa revolução, como chegamos até aqui, quais são seus princípios e ferramentas tecnológicas, o impacto desse movimento na indústria brasileira e como se preparar para ela. Quer saber mais? Acompanhe!

O que é Indústria 4.0?

O termo Indústria 4.0 surgiu pela primeira vez na Alemanha. Fruto de uma frente formada por governos, pesquisadores e representantes do mercado, o intuito era fazer chegar à indústria as otimizações que a tecnologia pode proporcionar.

Assim, a Indústria 4.0 envolve diversas inovações tecnológicas como: Big Data, Internet das Coisas, Inteligência Artificial, softwares de gerenciamento, armazenamento em nuvem e muitas outras.

Utilizando todas essas ferramentas, a indústria passa a automatizar seus processos, a coletar dados em tempo real e a monitorar todas as etapas e máquinas dentro da fábrica, por meio de dispositivos eletrônicos.

Dessa forma, os processos produtivos atingem outro patamar. Tudo fica mais digitalizado, descentralizado, virtualizado e modular. Passa a existir um monitoramento remoto, em que a agilidade e a qualidade das informações inerentes ao negócio circulam com mais rapidez, enquanto os procedimentos não precisam ser centralizados e a produção é dividida em módulos.

Como chegamos até ela?

Mas como chegamos até aqui? Tudo começou no início do século XIX, com a invenção das máquinas à vapor. O que antes era feito apenas artesanalmente e levava um tempo considerável a partir da primeira Revolução Industrial, ganha ares de indústria propriamente dita.

Do século XIX e seus motores movidos a água, vamos para o início do século XX e dois grandes acontecimentos que permitiram a introdução da linha de montagem, desenvolvida por Ford e responsável pela segunda Revolução Industrial. Esses dois grandes fatos determinantes para essa revolução foram a inserção do aço e da energia elétrica nas fábricas.

Já na década de 50, a tecnologia ainda arcaica foi incorporada nas indústrias para começar a automação dos processos. Como a informática ainda caminhava a passos lentos nessa época, as evoluções também eram mais lentas. Mas aqui já dava para vislumbrar um pouco do que estaria por vir.

Sem a internet, a popularização dos computadores e dispositivos eletrônicos, talvez não estivéssemos chegado à nossa atual revolução. Isso porque não dá para pensar em Indústria 4.0 sem levar em conta a conectividade de informações e dispositivos.

Chegamos, portanto, aos nossos dias e na chamada Revolução Industrial 4.0. Aqui o grande objetivo é conectar máquinas com outras máquinas e seres humanos. Aprimorar os sistemas de automação, melhorar a qualidade, a segurança e o armazenamento das informações geradas e ainda conseguir personalizar os produtos e serviços.

É nessa revolução que se tornou perceptível que a interconectividade é imprescindível e que as informações devem ser compartilhadas. Por isso, mudanças de comportamento e alterações nas relações tanto entre as próprias máquinas quanto entre elas e os seres humanos serão complexas.

Quais são os princípios da Indústria 4.0?

A Indústria 4.0 está estabelecida sobre 6 princípios básicos, que norteiam os rumos do desenvolvimento e das inovações aplicadas ao mercado. No trabalho que apresentou o termo Indústria 4.0, os seus responsáveis elencaram esses conceitos. Confira!

Tempo real

Antigamente, existia uma certa demora para ter acesso a informações importantes e a quantidade delas também era muito limitada, o que dificultava processos, tomada de decisões e tinha impacto na agilidade na cadeia produtiva.

Na Indústria 4.0, um número exponencial de informações é coletado, analisado e armazenado quase instantaneamente. Isso assegura mais agilidade, confiabilidade e praticidade a todo contexto industrial, desde o operacional até o estratégico.

Virtualização

Esse princípio abrange o acesso remoto, a instalação de sensores nas fábricas e o uso de todos os equipamentos tecnológicos que possibilitem o monitoramento e o rastreamento remoto. Esse tipo de funcionalidade garante melhores práticas de manutenção preventiva, correção de falhas tão logo sejam identificadas e até mesmo a melhoria em aspectos chaves da produção.

Descentralização

A descentralização considera que a própria máquina, por meio do machine learning ou do aprendizado de máquina, como também é conhecida essa tecnologia, seja capaz de se autoaperfeiçoar e promover os ajustes necessários baseados nos dados fornecidos e gerar informações relevantes aos processos produtivos.

Orientação a serviços

Aqui ficou estabelecido o uso de softwares que estejam voltados para o serviço. Isso quer dizer que esses programas apresentam soluções interligadas para toda a indústria, já que eles têm acesso às informações gerais e são capazes de fazer isso de maneira mais eficiente.

Modularidade

Uma indústria dividida em módulos e não em linha de montagem é mais flexível, pois cada um deles é retirado ou colocado de acordo com a demanda do momento. Assim, as tarefas e etapas dentro da fábrica sofrem alterações práticas para se adequarem a cada momento do ciclo produtivo.

Interoperabilidade

A ideia da interoperabilidade é aumentar e manter a conectividade entre os softwares e as máquinas, assim como entre estas e os humanos. Funciona como a Internet das Coisas, que aplica dispositivos tecnológicos para facilitar a vida das pessoas. A ideia é a mesma, porém utilizada nas fábricas.

Principais tecnologias

Não dá para falar de Indústria 4.0 sem mencionar as tecnologias que a compõem. Afinal, só existe toda essa revolução porque as inovações tecnológicas foram inseridas no contexto industrial para modificar o processo de manufatura. A seguir, veja algumas delas.

Internet das Coisas

A inovação base da Indústria 4.0 é composta pelos chamados sistemas cyber-físicos. Eles são objetos que se conectam por meio de dispositivos eletrônicos ligados à internet. Já existem máquinas, eletrodomésticos, carros e muitos outros utilitários que podem ser acessados remotamente, basta que tenham acesso à rede mundial de computadores.

Big Data

Big Data é a tecnologia que possibilita a coleta, a análise e a geração de informações a partir de uma enorme quantidade de dados. Todo esse sistema de processamento é feito com muita agilidade. Para funcionar especificamente na indústria, o Big Data engloba o conceito dos 6Cs. São eles:

  • conexão: dispositivos que permitem a conectividade com a internet e com outras máquinas;
  • cyber: é a capacidade que as máquinas têm de guardar informações sobre processos;
  • cloud: armazenamento em nuvem que garante uma memória quase ilimitada de dados;
  • comunidade: todas as informações são compartilhadas, pois isso aumenta o senso de comunidade e participação;
  • conteúdo: a informação gerada é confiável;
  • customização: os produtos gerados são personalizados, o que deixa os processos mais flexíveis.

Esse contexto de amplo processamento de dados e geração instantânea de informações permite que as máquinas sejam mais eficientes nos processos ao longo da cadeia produtiva. Contribui também para que gestores e gerentes tomem decisões melhores tendo como base as referências geradas.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial, em que podemos incluir também o aprendizado de máquina ou machine learning, faz com que as máquinas tenham autonomia. Portanto, a Internet das Coisas conecta as máquinas umas às outras e à internet, o Big Data coleta, processa e gera informações para que elas possam trabalhar e a Inteligência Artificial as permite tomar decisões sem que precise de auxílio humano.

Armazenamento em nuvem

Todas as informações importantes para o desempenho das máquinas, dos processos e da própria indústria precisam ser armazenados. Na Indústria 3.0 isso acontecia em disquetes, depois passaram para os HDs. Hoje em dia está tudo na nuvem. É assim que chamamos o armazenamento de dados remotos.

Esse modelo de compartilhamento, vamos dizer assim, tem outra grande vantagem: está acessível de qualquer lugar desde que exista uma conexão com a internet. Ou seja, ele não fica em um lugar físico que ocupa grandes espaços.

Segurança da informação

Toda essa conectividade, armazenamento em nuvem e inteligência da informação garantem praticidade, agilidade e tempo de resposta instantâneo a muitos problemas. No entanto, a informação que circula pela internet e até mesmo pelas redes privadas precisa estar segura.

Por isso, as tecnologias que garantem esse tipo de segurança estão sendo muito procuradas. Afinal, na Indústria 4.0, mais que nunca informação é poder. As empresas querem compartilhar determinadas informações, mas ainda existe a vontade de manter alguns dados privados.

A Indústria 4.0 no Brasil

O Brasil ainda é um país muito burocrático e apegado aos sistemas antigos de gerenciamento. Em certos casos, até existe a vontade de investir nas tecnologias que citamos acima, porém a falta de recursos e de informações sobre os seus benefícios impossibilita o avanço. Uma pesquisa realizada pela Deloitte aponta que apenas 39% dos gestores acreditam que esse tipo de investimento seja um diferencial competitivo.

É claro que, diante da competitividade das empresas estrangeiras, as brasileiras vão acabar precisando adotar essas inovações e algumas já estão fazendo isso, mesmo que de forma lenta e bem gradual. Os mais populares são os sistemas de gestão que estão em 67% das fábricas entrevistadas pela Associação Brasileira de Automação.

Para que exista uma maior adesão a essas inovações e, consequentemente, um aumento da competitividade das indústrias brasileiras na era 4.0, é preciso desburocratizar processos e diminuir as regulações que são listadas como obstáculos relevantes para gestores e gerentes.

Portanto, o que dá para concluir olhando o panorama da Indústria 4.0 no Brasil é que teremos grandes desafios e precisamos investir em pesquisas, capacitação e qualificação de profissionais para trabalharem no ambiente da Tecnologia da Informação. Afinal, não adianta as indústrias buscarem investir nessas inovações e não terem mão de obra capacitada para lidar com os problemas e ajustes inerentes a elas.

Outro ponto que as empresas precisam entender são os benefícios competitivos que a tecnologia traz, a começar pela redução de custos. A Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial prevê que se todos os setores da indústria incorporarem o conceito de Indústria 4.0, a redução será de 73 bilhões de reais.

A Indústria 4.0 é o futuro, no caso brasileiro, mas para alguns países como a Alemanha, onde o termo foi criado, já é o presente. Portanto, não adianta fingir que ela não existe ou lutar contra os fatos. É preciso aprender sobre o tema, incentivar o treinamento de mão de obra especializada e aderir, mesmo que aos poucos, aos conceitos.

Como ela vem transformando a indústria?

Um estudo feito com empresas relacionadas a cadeia de suprimentos da Europa demonstrou que até 2020, os fatores que influenciam o bom desempenho são: estratégia, vendas, agilidade eficiência e gestão. A partir desse ano, esses fatores são alterados substancialmente para: inteligência de dados, conexão entre fornecedores e indústria, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.

Se tudo ocorrer como diz o estudo, será a concretização da Indústria 4.0, trazendo seus princípios básicos como aspectos decisivos para o sucesso de desempenho. Ainda existem algumas dificuldades a serem superadas, inclusive, em países com tecnologias avançadas. Uma das principais preocupações é com a segurança dos dados compartilhados.

Entre os inúmeros impactos causados pela revolução da Indústria 4.0 estão o aumento da competitividade, otimização e automação de processos, uso racional de recursos, personalização de produtos, aprimoramento da relação de colaboradores, fornecedores, clientes e alterações da maneira de consumo.

Essas transformações não devem parar por aqui. Pelo contrário, devem atingir outro nível e, quem sabe, não teremos a Revolução Industrial 5.0. Por enquanto, as indústrias e empresas precisam se preparar para essas modificações, principalmente no quesito mão de obra. Uma vez que os especialistas em tecnologia e segurança da informação serão muito requisitados.

Como ela se relaciona com o setor de compras?

O setor de compras é parte integrante e absolutamente imprescindível na cadeia de suprimentos. A automação por meio da tecnologia pode parecer, à primeira vista, que vai deixar os processos menos humanizados, porém a verdade é que todos os procedimentos repetitivos serão executados por robôs. Afinal, eles fazem isso melhor que humanos.

A humanização da Indústria 4.0 aparecerá em outras etapas do ciclo produtivo, onde a criatividade será ainda mais valorizada. Voltando ao setor de compras, essa revolução industrial que estamos presenciando trará alguns benefícios. Conheça alguns!

Integração com fornecedores

Basicamente, os processos que envolvem fornecedores serão feitos pela internet. Por esse motivo, existirá uma integração maior do setor de compras com os fornecedores. Funciona da seguinte maneira: a demanda por um produto ou matéria-prima é gerada automaticamente e chega aos fornecedores em questão de instantes.

Na maioria das vezes, nem é preciso a intervenção humana nessa etapa. Portanto, as falhas são diminuídas drasticamente. Os erros de comunicação e possíveis estremecimento de relações também não acontecem nesses casos, uma vez que só existe o envio de dados.

Monitoramento dos processos

Na quarta Revolução Industrial, todos os processos são monitorados. Desde a compra da matéria-prima, como já citamos, até a entrega do produto para o consumidor final e, ainda, o pós-venda e a satisfação do cliente. Tudo é passível de monitoramento e rastreamento, tornando-se números a serem analisados e transformados em informações para que as decisões estratégicas sejam tomadas da maneira mais segura possível.

Redução de custos

Encurtamento de distâncias, diminuição de falhas e erros, monitoramento de processos, que evitam desperdícios de recursos, todos esses fatores contribuem para que os custos sofram quedas significativas.

O investimento nessas tecnológicas é alto, mas o retorno que elas trazem, principalmente se considerados o médio e longo prazo, é igualmente elevado. Por isso, é tão importante considerar todas essas variáveis no momento de optar pelas soluções da Indústria 4.0.

Os desafios da Indústria 4.0

As revoluções trazem sempre muitos benefícios. Entretanto, elas também precisam de adaptações e nos apresentam alguns desafios com os quais teremos que lidar. Conheça alguns!

Mão de obra

A questão da mão de obra apresenta em si dois desafios. O primeiro deles é que, com a automação maior de processos, os robôs vão fazer os serviços operacionais melhores que os humanos. O segundo é que os profissionais com a qualificação para trabalhar com as tecnologias que compõem a Indústria 4.0 são escassos.

Segurança

A segurança da informação já é um desafio para indústrias, governos, instituições e pessoas de modo geral. Casos de hackers que invadem sistema e roubam dados importantes não são raros. Esse é um dos maiores perigos da Indústria 4.0.

Espionagem industrial, ciberataques e chantagem utilizando dados confidenciais em troca de dinheiro é uma realidade na quarta Revolução industrial. Por isso, as empresas que estão inseridas nesta revolução valorizam tanto a segurança.

Manipulação de poder

O mundo dessas tecnologias é muito vasto e diverso. Infelizmente, existem pessoas com amplos conhecimentos sobre elas que usam disso para manipular o poder ou chantagear aqueles o detém em troca de alguma vantagem. Já foi provado, inclusive, que ferramentas tecnológicas foram usadas para alterar rumos econômicos e políticos ao redor do mundo.

Contudo, os desafios existem e precisam ser enfrentados. Os benefícios trazidos pelas inúmeras tecnologias são absolutamente maiores que as dificuldades. Quanto a essas dificuldades, elas passarão por adaptações e o mercado aprenderá a lidar com elas.

Como se preparar?

No entanto, não dá para acordar um belo dia e resolver que deseja entrar na era da Indústria 4.0. Assim como em qualquer mudança estratégica dessa magnitude, deve haver um estudo e a busca por entender melhor sobre o assunto. Até porque cada uma das tecnologias disponíveis tem finalidades e funcionalidades diferentes, mas se complementam.

Pesquise sobre as tecnologias

Logo, o primeiro passo para se adequar é a obtenção de informações. Pesquise e leia artigos relacionados ao assunto. Entenda como funciona cada inovação separadamente, tire dúvidas com profissionais e veja quais os benefícios e os desafios de implantá-la na sua fábrica.

Faça um levantamento do investimento

Feito isso, realize um levantamento sobre o valor do investimento a ser efetuado. Saiba também em que prazo estimado ele trará o retorno desejado. Como são tecnologias muito específicas e é um setor em que a mão de obra especializada é escassa, tenha em mente que será necessário investir em pessoal capacitado também.

Defina as prioridades

Depois de adquirir conhecimento sobre o assunto e saber o quanto precisará investir se quiser entrar na era da Indústria 4.0, agora é importante definir as prioridades, já que cada tecnologia serve a uma finalidade, então você precisa saber qual é o seu objetivo primordial.

Por exemplo, se o propósito inicial é prever o comportamento de clientes, uma boa opção pode ser o Big Data. No entanto, se a questão principal for melhorar o relacionamento com os clientes, a saída é o armazenamento em nuvem acessível de qualquer lugar, por qualquer pessoa, desde que tenha internet.

Implemente a tecnologia escolhida

Definido o objetivo e encontrada a ferramenta para alcançá-lo, é hora de planejar a implementação. Nessa fase, considere problemas práticos, como adaptações estruturais, treinamentos de pessoal e a compra de novas máquinas. É importante lembrar que mudanças levam tempo para acontecer e devem ser monitoradas.

Estabeleça os ajustes pontuais

Após a implantação da tecnologia, monitore por um período razoável os seus resultados e tenha em mente que alguns ajustes precisarão ser feitos. Nenhuma evolução ocorre do dia para noite. Leva tempo, necessita de engajamento e, sim, ajustes têm que ser feitos.

Ao lado da Indústria 4.0, estão as vendas 4.0, o marketing 4.0, a logística 4.0 e todos os outros aspectos que influenciam o mercado. Todos eles modificados pela tecnologia que está transformando as nossas relações de consumo.

No entanto, a Indústria 4.0 vai alterar nossas formas de produzir, reduzir custos e diminuir o consumo de recursos, possibilitando que as máquinas tenham mais autonomia e tornando a tomada de decisão mais rápida. Isso inclusive melhorará os modelos de manutenção existentes. Esse é o tempo que, realmente, descobrimos que está tudo conectado e a forma como produzimos também impacta o modo como consumimos.

Gostou de conhecer a Indústria 4.0? Quer saber mais sobre essa revolução que estamos vivendo? Então leia o nosso post sobre a Logística 4.0!

Compartilhe: