Entenda como fazer o gerenciamento de riscos em 4 etapas!

É praticamente impossível iniciar um negócio sem estar sujeito a alguma ameaça. É por isso que todos os empreendimentos precisam estar atentos a formas de incorporar um gerenciamento de riscos eficiente.

É claro que alguns segmentos estão mais expostos do que outros. No entanto, em todos os casos, é possível implementar estratégias que diminuam as chances de o negócio ser prejudicado em função dessas situações.

É exatamente sobre isso que vamos tratar neste post. Continue sua leitura e entenda o que é e como fazer o gerenciamento de riscos de forma simples e objetiva. Aproveite!

O que é o gerenciamento de riscos?

Gerenciamento de risco é um processo realizado para instituir medidas que são consideradas de prevenção e controle. Esse trabalho é feito de acordo com cada contexto, exigindo um mapeamento das ameaças inerentes às atividades de um negócio.

Para isso, são feitas análises e adotadas estratégias com o objetivo de mitigar os perigos e tornar a tomada de decisões mais transparente. Dessa maneira, a organização pode não só responder aos problemas atuais de forma mais eficiente, como também, antecipar-se a problemas que poderia enfrentar no futuro.

Em resumo, podemos dizer que o gerenciamento de riscos desempenha um papel preventivo. Portanto, sua principal finalidade é identificar ameaças potenciais e evitar que esses eventos se concretizem.

Quais são os principais níveis de riscos existentes?

Para entender a prioridade do tratamento de cada risco em potencial, é realizada uma espécie de classificação. Assim os gestores podem organizar as ações que deverão ser tomadas de acordo com cada tipo de problema.

Em geral, os riscos são avaliados de acordo com a combinação da gravidade da situação e da probabilidade de ela ocorrer. As variáveis são consideradas da seguinte maneira:

  • probabilidade — todo risco é um problema que pode ou não acontecer, variando de 0 a 100% de chance;
  • impacto — ao se concretizar, o risco gera um impacto, uma consequência que pode ser mais ou menos grave.

Logo, assim que esses dois aspectos são identificados, eles podem ser classificados de diferentes maneiras, como as que você verá, a seguir.

Alta probabilidade e alto impacto

São as ações que devem ser tomadas como prioridade. Quanto antes você agir em relação a elas, menores serão os impactos provocados. Portanto, agilidade é uma característica crucial na resolução desse tipo de situação.

Alta probabilidade e baixo impacto

São riscos do dia a dia e que nem sempre causarão grandes consequências, caso se concretizem. Sobre esses, a gestão pode ser apenas de acompanhamento e contenção de danos. Mas, como a sua probabilidade é alta, no longo prazo, eles podem ser prejudiciais ao negócio.

Baixa probabilidade e alto impacto

São aqueles riscos que, normalmente, estão associados a condições externas e que a empresa dificilmente controla. Portanto, é preciso estar atento às possíveis maneiras de conter os danos. A exemplo desses riscos estão os desastres naturais e os fatores econômicos.

Baixa probabilidade e baixo impacto

Esses são os riscos menos preocupantes, afinal, acontecem pouco e têm um baixo impacto no negócio. Mesmo assim, demandam monitoramento, no entanto, não estão entre as prioridades.

Separando os riscos inerentes à atividade da empresa, teremos todas as situações encaixadas em alguma dessas categorias. Isso ajudará, sobretudo, a definir o que é e o que não é prioridade, por onde começar e em que dedicar mais os seus esforços.

Quais são as principais etapas para aplicar o gerenciamento de riscos no departamento?

Você já entendeu o que é e como funciona o gerenciamento de riscos, certo? Agora, chegou o momento de saber como você pode aplicá-lo na prática. Vamos lá?

1. Faça o diagnóstico dos riscos

A primeira fase é a de diagnóstico de riscos. Para isso, você pode experimentar um brainstorm, considerando todas as possibilidades. Nele, você listará as ameaças de ordem:

  • financeira;
  • econômica;
  • logística;
  • ambiental;
  • tecnológica;
  • de fraude;
  • de reputação, entre outros.

Depois disso, você fará um breve estudo do que pode ocasionar esses incidentes e, então, adotar medidas que mitiguem os riscos. O que não puder ser solucionado por meio de ações simples, precisará passar pela próxima fase, que é a de avaliação e classificação dos riscos.

2. Avalie e faça a gestão

Depois de todos os riscos diagnosticados, você precisará avaliá-los, categorizando cada um de acordo com a sua ordem de prioridade. É aqui que você vai conferir o impacto e a probabilidade de concretização das situações.

Essa análise vai resultar em um mapeamento detalhado, com uma ideia do que precisa ser feito e, no meio disso, o que é urgente e o que pode esperar. Alguns riscos ficarão apenas sob monitoramento, enquanto outros exigirão medidas específicas.

3. Trate os riscos

A próxima etapa diz respeito ao tratamento, propriamente dito, dos riscos. Isto é, a resposta que a empresa dará às ameaças. Dentre suas alternativas, estão:

  • tolerar o risco e lidar com as consequências;
  • transferir a responsabilidade para outro órgão ou departamento;
  • tratar o risco, mitigando suas causas;
  • eliminar os fatores que podem desencadear o risco.

Essa escolha vai depender, sobretudo, do grau do risco, do seu nível de prioridade e da natureza das ações necessárias. Dependendo das consequências de uma ameaça, é possível apenas tolerar e preferir lidar com algo mais urgente primeiro, por exemplo. Você precisará calcular o custo-benefício de tomar uma ação imediata.

4. Tenha um bom acompanhamento

O último passo é fazer o monitoramento do seu plano. Mesmo depois de implementar o gerenciamento de risco, você precisará de um acompanhamento constante, evitando que novas ameaças surjam ou que o grau de probabilidade ou impacto aumentem.

Esse monitoramento diz respeito à eficiência do seu plano. Quanto mais você mantiver algumas circunstâncias sob controle, melhor. Além disso, pode ser necessário ajustar alguns detalhes, como as ações de tratamento do risco ou o levantamento de novas ameaças.

Quais são os benefícios de fazer um bom gerenciamento de riscos?

Se os riscos têm um impacto negativo para o negócio, um bom gerenciamento deles também traz muitas consequências, só que estas são positivas. Confira as principais delas:

  • os processos se tornam mais seguros e eficientes, o clima organizacional fica mais favorável e as equipes mais satisfeitas;
  • os funcionários têm um maior bem-estar no trabalho, sentindo-se mais seguros e confiantes na execução das suas tarefas;
  • os prejuízos e as perdas financeiras diminuem consideravelmente, especialmente, no que diz respeito a multas, indenizações, ações trabalhistas e outros ônus;
  • os problemas com perda do mercado consumidor, danos na infraestrutura e defeitos em máquinas também ocorrem menos;
  • as perdas são significativamente reduzidas, principalmente, quanto à qualidade e produtividade das operações;
  • os investimentos são melhor aproveitados, o que otimiza o seu desempenho, já que os recursos são bem redirecionados;
  • a eficiência operacional aumenta, melhorando a qualidade dos serviços e produtos, assim como as condições de trabalho e o desempenho dos ativos;
  • a imagem da empresa fica protegida no mercado consumidor, já que a sua reputação é mantida como segura e eficiente, o que atrai potenciais investidores;
  • a padronização de processos e o aumento da qualidade das entregas ajudam a fortalecer a marca e a criar uma sustentabilidade empresarial.

Como você pode ver, o gerenciamento de riscos proporciona muitas vantagens competitivas, além, é claro, de diminuir os prejuízos do negócio. Por isso, essa é uma prática considerada estratégica e, em muitos casos, indispensável.

Agora que você já sabe tudo sobre gerenciamento de riscos, que tal entrar em contato conosco e contar com a nossa ajuda para implementar esse processo na sua empresa?

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