Conheça as diferenças entre vigia, vigilante e porteiro

Afinal, qual a diferença entre vigia, vigilante e porteiro? Da forma como percebemos, essa é uma dúvida comum para quem está elaborando uma equipe de segurança patrimonial. Por isso, aproveitamos a importância do tema para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Aqui, você descobrirá as diferenças técnicas de cada profissão, entenderá qual o profissional mais adequado para operar no plano de segurança do seu projeto, seja comercial ou residencial. Então, não perca tempo e acompanhe este post!

Qual a diferença entre vigia, vigilante e porteiro?

De maneira geral, a dúvida é compreensível porque as pessoas acreditam que essas profissões sejam sinônimos, pois, normalmente, esses profissionais são vistos em atividades muito parecidas — em uma guarita, supervisionando uma série de câmeras de CFTV e administrando o acesso local.

No entanto, cada um desses profissionais conta com um background de capacitação diferente, de modo que apenas um está capacitado para portar armamento e, efetivamente, promover a segurança do perímetro de maneira mais intensiva e regularizada. Então, conheça agora quais são essas diferenças!

Vigilante

Vamos começar pelo cargo mais exigente entre os três. Diferentemente do vigia, o vigilante precisa agregar uma série de requisitos fundamentais à sua profissão. Além disso, nem sempre ele fica estacionado, como o porteiro, de modo que pode ser parte do trabalho fazer rondas pelo perímetro que está sob sua responsabilidade — as chamadas patrulhas.

No que diz respeito aos aspectos técnicos, esse profissional carrega uma extensa bagagem de aprendizado para a atenuação de tensões, resolução de conflitos, inspeção de ambientes, primeiros socorros e muito mais. Na prática, o vigilante é educado para lidar com situações de risco.

Por isso, a depender do tamanho da empresa e do perímetro a ser vigiado, o plano de segurança exige a contratação de uma equipe exclusiva de vigilantes, todos devidamente certificados, treinados e capacitados para lidar com os eventuais desafios e riscos inerentes à profissão.

Inclusive, esse é um dos aspectos que explicam o adicional de periculosidade na remuneração desses profissionais. Afinal, a atuação de um vigilante está invariavelmente ligada ao manuseio de armas de fogo, exposição a situações de risco e potencial contato com operações do crime.

Aliás, este é um dos principais diferenciais deste profissional: na comparação com vigias e porteiros, ele é o único habilitado ao porte de arma funcional (ou seja, que tem autorização para armamento durante o exercício da atividade).

Para tanto, precisa se submeter, primeiramente, a um teste psicológico que serve de pré-requisito à sua admissão no curso de formação de vigilantes. Uma vez que sua competência psicológica e emocional é aprovada, aí, sim, será adequadamente treinado para que possa estar a par de todas as responsabilidades inerentes ao porte de arma e às demais funções que realizará. Somente ao final do curso, o profissional poderá se credenciar junto à Polícia Federal, que expedirá a Carteira Nacional do Vigilante e o porte de armas.

Por razões de sensatez, controle e ética, a Polícia Federal faz também uma peneira prévia no histórico do vigilante, que só recebe o credenciamento e o direito ao porte do armamento caso não apresente antecedentes criminais e nenhuma pendência com o serviço militar.

Em razão de toda essa seletividade, o profissional vigilante também é o que tem a maior remuneração do grupo. Naturalmente, o piso salarial varia conforme o Estado, mas é sempre maior do que as remunerações concedidas aos porteiros e vigias.

Vigia

Já aqui, destacamos a profissão que, por não ter o credenciamento da Polícia Federal, não pode manusear armas e realizar as funções exercidas pelo vigilante — pelo menos, não de maneira regular e legal. Por isso, a profissão vem perdendo espaço no mercado.

A grosso modo, a única função prática que o vigia pode fazer é observar o perímetro. No entanto, o profissional não traz a bagagem de treinamento, teoria e técnica necessária para lidar com situações de risco ou até mesmo para realizar procedimentos fundamentais de vigilância.

Outro ponto a ser considerado é o fato de que para atuar como vigia não existe nenhum grau de requisitos históricos, como escolaridade mínima e ausência de registros criminais — o que reduz a qualidade técnica dos candidatos disponíveis para a formação da sua equipe.

No fim das contas, a diferença entre vigia e vigilante acaba sendo abismal em termos de eficiência, regularidade e competência técnica — que são atributos fundamentais para um cargo de monitoramento, interação, resolução de conflitos e segurança perimetral.

Porteiro

Por fim, temos o cargo mais conhecido de todos. A função do porteiro é amplamente reconhecida no mercado, sendo um profissional fundamental à fluidez cotidiana de prédios, tanto residenciais quanto comerciais.

Diferente do vigilante, o porteiro não é considerado, efetivamente, um profissional de segurança, mas sim como um colaborador da equipe de amenidades e conveniências, que inclui os colaboradores de limpeza, manutenção etc.

Logicamente, a implementação de um porteiro acrescenta uma camada de segurança, mesmo que superficial, ao perímetro. No entanto, esse profissional não conta com as noções técnicas necessárias para atenuar conflitos e empregar mecânicas e rotinas de defesa.

Na realidade, a função do porteiro é uma mescla administrativa e social, provendo auxílio aos transeuntes do local, oferecendo informações, recebendo encomendas, abrindo e fechando cancelas e/ou portões e, a grosso modo, administrando o acesso e a saída das pessoas, quando necessário.

Por que é importante conhecer as diferenças entre essas atividades?

Porque apenas assim é possível garantir contratações de qualidade. Esse é um detalhe especialmente importante para a elaboração de equipes de segurança. Como vimos até aqui, apenas o vigilante oferece a competência necessária para efetivamente entregar um serviço de segurança patrimonial.

No entanto, é compreensível que projetos de menor risco implícito, como prédios residenciais, decidam pela contratação de porteiros. Mesmo assim, esse profissional pode ser aprimorado, com cursos que o capacitem ao uso de tecnologias auxiliares à segurança e fluidez do condomínio.

Por fim, o que importa é montar uma equipe compatível às necessidades do perímetro a ser protegido. Para isso, é fundamental que as contratações visem candidatos que não sejam apenas bons, e sim aptos e compatíveis com a jornada da função a ser exercida.

Agora que você sabe qual a diferença entre vigia, vigilante e porteiro, aproveite o momento para sofisticar a segurança e eficiência dos seus projetos com quem entende do assunto. Para isso, basta acessar nossa página e conversar com a nossa equipe!

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